31 de Maio – Dia Mundial Sem Tabaco
12/06/2015
Dia Mundial do Rim
22/07/2015

Entenda o câncer de ovário

saude-cancer-de-ovario-67116

Os ovários localizam-se na pelve, logo acima do útero, e são responsáveis pela produção de óvulos e de hormônios femininos, como estrógeno e progesterona. Apesar de não ser o mais comum, o câncer de ovário é o mais grave dos tumores ginecológicos. Constitui 4% de todos os tumores malignos do corpo humano, e se instala predominantemente em mulheres acima dos 40 anos. A chance de uma mulher desenvolver câncer de ovário durante a vida é de uma em 71.
Esse tipo de câncer é considerado o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, pois a maioria dos tumores malignos de ovário só se manifestarem em estágio avançado. São tumores de crescimento lento com sintomas que levam algum tempo para se manifestarem. O quadro clínico não é muito específico e pode se manifestar com dor abdominal difusa, isto é, que se espalha por várias direções, constipação, aumento de volume do abdômen e desconforto digestivo ou dispepsia.

Causas:
Não se sabem exatamente o que causa o câncer de ovário. Fatores genéticos, como mudanças no DNA, são um fator de risco para alguns casos. Em geral, o câncer começa quando uma mutação genética transforma células normais em células cancerosas anormais. As células cancerosas se multiplicam rapidamente, formando um tumor.
Fatores de Risco
Os principais fatores de risco para o câncer de ovário incluem:
– Ter um histórico familiar de câncer de ovário: Ter uma mãe, irmã ou filha que teve câncer de ovário irá aumentar o seu risco. E se você tem dois parentes próximos com câncer, você vai ter um risco mais elevado
– Herança genética: Um pequeno número de mulheres com história familiar de câncer têm alterações genéticas, como as alterações genéticas BRCA herdada. Ter certas alterações genéticas pode colocar uma mulher em risco para câncer de ovário.
Mas a maioria das mulheres que têm câncer de ovário não têm esses fatores de risco. O câncer de ovário aparece mais frequentemente na pós-menopausa. Você pode ter maior propensão a ter esse tipo de câncer se:
1 – Você nunca teve um bebê
2 – Você começou seus ciclos menstruais antes dos 12 anos e passou pela menopausa após os 50 anos
3 – Você é incapaz de engravidar
4 – Você fez terapia hormonal para tratar os sintomas da menopausa
5 – Ter feito tratamento para fertilidade
6 – Fumar
7 – Uso de um dispositivo intrauterino
8 – Síndrome dos ovários policísticos.

Se você tem um forte histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, você pode querer falar com o seu médico ou um geneticista para fazer um exame de sangue que procura mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.

Diagnóstico:
Os sintomas são comuns a várias doenças e podem ser confundidos com outros problemas.
Entre eles estão:
– dor abdominal ou na região pélvica;
– aumento de volume abdominal;
– azia;
– aumento da frequência urinária;
– dor lombar (dor nas costas);
– prisão de ventre;
– náusea;
– sangramento.
Medição do marcador tumoral sanguíneo CA 125 (80% das mulheres com câncer de ovário apresentam CA 125 elevado) e ultrassonografia pélvica são dois exames fundamentais para estabelecer o diagnóstico da doença. A laparoscopia exploratória seguida de biópsia do tumor, além de úteis para confirmar o diagnóstico, permite observar se há comprometimento de outras regiões e órgãos.
Raios-X torácico, tomografia computadorizada, avaliação da função renal e hepática e exames hematológicos podem auxiliar no diagnóstico dos casos avançados.

Tratamento:
Confirmado o diagnóstico, o tratamento dependerá do estágio em que a doença se encontra. O procedimento básico de diagnóstico e tratamento é a cirurgia.
Sua extensão vai depender das dimensões do tumor e do comprometimento de outros órgãos. Ela pode se limitar à remoção dos dois ovários e trompas, útero, gânglios linfáticos, biópsias do peritônio, omentectomia (retirada de tecido gorduroso sobre o intestino grosso) e lavado peritoneal (coleta de líquido para análise de presença de células malignas).
No caso de doença mais avançada, pode ser ainda necessária a retirada de outros órgãos, como segmentos do intestino, além de eventuais implantes. É a chamada citorredução e o intuito é retirar o máximo de doença possível para que no final da cirurgia não haja doença visível.
Também se utiliza a quimioterapia na maioria dos casos, que pode ser uma combinação de várias drogas administradas por via endovenosa.

Rastreamento e Prevenção:
Não há um exame preventivo para diagnóstico precoce da doença, como ocorre com o Papanicolau no câncer de colo de útero. Em mulheres portadoras de síndromes genéticas, como a mutação dos genes BRCA-1 ou BRCA-2 ou história familiar de câncer de ovário e/ou de mama, recomenda-se Ultrassonografia Transvaginal e pesquisa do marcador tumoral CA 125 periodicamente (anual). Há controvérsias sobre a idade em que esses exames devam ser realizados. Muitos médicos iniciam a prevenção a partir dos 30 anos.
Nesses casos de alteração genética confirmada, mutação no BRCA-1 ou BRCA-2, é recomendável a retirada dos ovários preventivamente (ooforectomia profilática), medida radical, porém eficiente, caso a mulher já tenha tido sua prole ou esteja próxima da menopausa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Open chat
Olá, como podemos lhe ajudar?
Você sabia que agora pode marcar suas consultas pelo nosso WhatsApp?